Um presente para Matão

Um presente para Matão

Em 2005 foi criada a Companhia Matonense de Saneamento – CMS, e foi um verdadeiro privilégio para a cidade ter um projeto visionário que busca a cada dia aumentar a qualidade de vida dos matonenses, dando destinação correta ao esgoto doméstico do município, e assim consequentemente elevando também os seus índices de desenvolvimento econômico e ambiental, concentrando-se cada vez mais em ações que resultem em eficiência social e sustentabilidade.

Quando o esgoto doméstico sai das casas dos matonenses é redirecionado à CMS através de tubulações. Quando chega à ETE uma grade mecanizada retém os sólidos grosseiros, como garrafas plásticas e pedaços de madeiras, separando-os do efluente sanitário. O esgoto é então, bombeado ao tratamento preliminar, onde é feita a retirada de materiais finos como areia, fios de cabelo e materiais gordurosos e tem como objetivo evitar o acúmulo de sólidos grosseiros e material inerte e abrasivo nas tubulações, evitando entupimentos e obstruções nas unidades subsequentes.

A função da grade mecanizada é proteger equipamentos como bombas, aeradores, raspadores de lodo, comportas, válvulas, calhas, caixas, além de reduzir obstruções em canalizações e pré-condicionar o esgoto bruto favoravelmente aos processos de tratamento subsequente.

Através desse processo são removidos em média de 40 a 50 litros de material sólido por 1000 m³ de esgoto em grades de espaçamento fino e médio. Todo o material removido têm como destinação o aterro sanitário ou a incineração, pois a CMS sempre pensando no melhor para a população e para o meio ambiente segue rigidamente os padrões de responsabilidade ambiental.

Inovando e respeitando o meio ambiente

Inovação é palavra de ordem para a empresa, por isso em 2013, a ETE adquiriu um dos equipamentos de maior tecnologia de ponta no mercado mundial, o Sistema de Tratamento Preliminar Compacto – UPC, garantindo a qualidade já comprovada do FertiClean, fertilizando produzido através dos compostos orgânicos oriundos do tratamento.

O aparelho possui tecnologia italiana e retira sólidos suspensos, areia e matéria graxo, como óleos e gorduras, desse modo não há o desgaste de bombas e equipamentos pelo atrito da areia, garantindo melhor performance na digestão da matéria orgânica pelos microrganismos com a retirada do material graxo e sólidos suspensos.

O Sistema de Tratamento Preliminar Compacto é dividido em 3 etapas: desarenação, remoção de materiais graxos e remoção de resíduos. Uma peneira rotativa remove os resíduos sólidos com tamanho igual ou superior a 3 mm, entre eles grãos, tampinhas de garrafas, estopa, etc. Depois, ocorre o processo de remoção de gordura e areia, feito por meio da adição de ar no sistema, onde ocorre a separação do material graxo e da areia por meio de diferencial de peso específico. Após esse processo, o efluente segue para as próximas etapas do tratamento.

Em 2014 a CMS adquiriu um conjunto de gradeamento grosseiro, em substituição ao cesto de entrada, porém com um espaçamento menor que retém material maior ou igual a 15 mm. A função deste sistema é remover de maneira mais limpa e eficiente os sólidos maiores como as garrafas de plástico e qualquer outro material que interfira no tratamento. O processo é um dos mais eficientes mundialmente, e além de tudo a limpeza é facilitada, pois é feita automaticamente através de esteiras que removem o resíduo preso à grade e os direciona as caçambas por meio de roscas transportadoras, eliminando a limpeza manual.

Como devemos cuidar do nosso rio?

Quando materiais como matérias graxos, como óleos e gorduras, além de garrafas plásticos, estopas, são jogadas de forma irregular no Rio São Lourenço, todo o processo de tratamento de esgoto é prejudicado, além de claro, ser um insulto ao meio ambiente, causando seu desequilíbrio e poluição.

Por muitas vezes algumas empresas tratam o Rio São Lourenço com muito descaso e jogam esgotos industriais e empresariais que contaminam toda a água com grande descarga de metais pesados, óleos, derivados de petróleo, solventes e outros elementos que podem chegar a criar uma espuma tóxica na superfície do rio.

Quando todos esses elementos são jogados de forma criminosa no Rio São Lourenço, pois isso é crime ambiental, além desse fator há ainda um muito maior, o descaso com o meio ambiente, com a fauna e a flora do local, e ainda por cima, causa também um mau cheiro desagradável. É, por isso, que na rede doméstica de esgoto nós devemos somente eliminar aquele esgoto que geramos nas nossas casas. O esgoto industrial gerado pelas empresas é de responsabilidade de cada uma delas, e não podemos deixar que nem essas industrias e nem pessoas mal intencionadas poluam o nosso rio e prejudiquem toda a rede de tratamento de esgoto doméstico.

Todo esgoto tratada pela CMS é devolvido ao Rio São Lourenço como água limpa e cristalina, devidamente adequada para manter os ecossistemas do local e preservar a vida dos peixes e de todas as espécies que ali vivem. Para que todo esse resultado positivo seja alcançado, a ETE possui um tratamento feito com microorganismos vivos que se alimentam de compostos orgânicos encontrados no esgoto sanitário, minimizando impactos ambientais.

É preocupante e triste assistir tamanho descaso com o meio ambiente e verificar que a frequência desses atos irresponsáveis tem aumentado constantemente. No momento que cai no rio, esses esgotos industriais e empresariais contaminam intempestivamente toda a água com grande descarga de metais pesados, óleos, derivados de petróleo, solventes e outros elementos nocivos que criam uma mousse tóxica (espuma) na superfície do rio.

Fonte : Informativo da CMS / Encartado no JCMatão
Data da Informação : 04/05/2018