Matão como referência mundial

Matão como referência mundial

A água é um nutriente indispensável à manutenção da vida e, por esse motivo, um recurso natural fundamental para a garantia da saúde, bem-estar, desenvolvimento econômico e social de uma população. No entanto, poucas pessoas têm em mente quanto efluente é gerado e como ele deve ser tratado para evitar desperdícios, prejuízos ao ambiente e ocorrência de doenças.

Por isso, Matão é uma cidade para lá de privilegiada por ter a Companhia Matonense de Saneamento – CMS, uma empresa que faz parte de um seleto grupo de estações de tratamento de esgoto brasileiras a possuir em suas etapas de tratamento uma concepção que combina processos biológicos: anaeróbios e aeróbios, uma das tecnologias mais modernas existentes no mundo atualmente.

O processo de tratamento proporciona 100% do volume de esgoto gerado na cidade, podendo tratar até 450 litros de esgoto por segundo. O que significa atender uma população de até 110 mil habitantes, com 98% de eficiência na remoção da matéria poluidora.

Tal grau de eficiência está acima dos pré-requisitos dos parâmetros exigidos pelos órgãos de meio ambiente do Estado. A desinfeção total, eliminando microorganismos causadores de doenças, é feita via cloração. Esgoto tratado, água cristalina resultante de toda essa operação é então devolvida ao Rio São Lourenço, em condições ideais para manter os ecossistemas do rio.

Dessa forma, a Estação de Tratamento de Esgoto – ETE ajuda a prevenir doenças, promover a saúde e melhorar a qualidade de vida dos matonenses.

Cuidando da nossa saúde

As propriedades bactericidas do cloro foram comprovadas pelo bacteriologista Koch em 1881 e desde então seu uso como sanitizante para água teve início com inúmeros benefícios a saúde humana. Aprovado pela American Public Health Association (APHA), em 1886, começou a ser utilizado nos EUA no processo de desinfecção de águas para abastecimento público. A expectativa de vida nos EUA passou de 47 para 56 anos quando praticamente erradicou a mortalidade por febre tifóide. Em 1991, a cólera causou a morte de milhares de habitantes do Peru, devido à falta de cloro na água. Em 1939, quando o United States Milk Ordenance and Code recomendou o cloro como agente de desinfetante de equipamentos, sua utilização já era uma prática totalmente difundida na produção de leite.

A contaminação bacteriológica das águas de consumo humano sempre foi e continua sendo um assunto relevante na área de saúde pública e epidemiologia, tanto é que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que quase um quarto de todos os leitos hospitalares do mundo estão ocupados por enfermos com doenças veiculadas pela água. Contaminantes bacteriológicos patogênicos na água tais como os microorganismos causadores da cólera, febre tifóide, hepatite, etc, têm causado inúmeras mortes, especialmente entre crianças, tanto em épocas passadas como atuais. Em função disto, a desinfecção adequada da água potável e dos esgotos (que podem contaminar os corpos receptores) é obviamente assunto prioritário das administrações públicas.

O objetivo principal da desinfecção é destruir os microorganismos enteropatogênicos, que podem estar presentes no efluente tratado, para tornar segura a água receptora de uso posterior. Nesse sentido, a desinfecção dos esgotos deve ser considerada a fim de se reduzir os riscos de propagação de doenças infecciosas, quando é provável que ocorra o contato humano com águas contaminadas.

Durante as décadas recentes, o cloro tem sido o desinfetante mais largamente utilizado no mundo todo, apresentando-se, a partir de então, uma grande melhoria na saúde da população mundial.

O cloro, sendo possuidor de elevado potencial de oxidação, é extremamente eficaz na desinfecção e de relativa facilidade no manuseio e dosagem, tendo, além disso, custo relativamente baixo.

O cloro demonstrou ser um desinfetante de alto poder oxidante e biocida, ele promove a oxidação da matéria orgânica, diminuindo a DQO e promovendo a clarificação do efluente.

Água é qualidade de vida e saúde

A CMS registra índice de remoção de carga orgânica de mais de 98%, o que significa que o esgoto da cidade que passa por tratamento é devolvido ao Rio São Lourenço como água limpa, devidamente adequada para manter os ecossistemas do rio e preservar a vida de peixes e outras espécies que vivem ali, além de assegurar a saúde e o bem estar da população.

O efluente final possui uma qualidade muito alta, maior das que são exigidas pelos órgãos competentes. Antes da chegada da CMS na cidade, a água do Rio São Lourenço estava poluída, e as espécies que abrigam o ecossistema do rio, assim como a fauna e flora que o rodeiam estavam comprometidas. Com a chegada da nossa ETE, o que antes era poluído, agora é sinônimo de vida, cuidado com o meio ambiente e saúde para toda a população.

A clareza e pureza do efluente final que é devolvido ao Rio São Lourenço pode ser vista no Espelho d’ Água da estação. E todos que tem a grande oportunidade de visitar a CMS, que recebe constantemente a visita de estudantes de todas as idades e de toda a região, autoridades e da população em geral ficam encantados com a alta qualidade da água resultante de todo o processo final do tratamento de esgoto aplicado na CMS.

A companhia, dia a dia prima pela qualidade de vida da população e do nosso rio, e não mede esforços em se superar, pois não existe maneira mais responsável de valorizar a vida, o meio ambiente e o ser humano do que preservar o futuro da geração com a excelência dos seus serviços.

 

Fonte : Informativo da CMS / Encartado no JCMatão
Data da Informação : 15/06/2018