CMS segue cronograma anual de manutenções preventivas

Ação visa à redução de paradas para correções em equipamentos e à diminuição de custos


Para garantir o funcionamento pleno da ETE (Estação de Tratamento de Esgoto), a CMS (Companhia Matonense de Saneamento) segue um cronograma anual de manutenções preventivas dos equipamentos, são elas: mecânica, elétrica e de automação.

           
O cronograma é uma tabela, onde estão listados todos os equipamentos da ETE, e de acordo com o histórico e com as orientações do fornecedor, feitas verbalmente ou pelo manual, determina qual manutenção deve ser feita em cada mês do ano.

 

Nas manutenções mecânicas, elétricas e de automação são verificados todos os equipamentos, com atenção para qualquer sintoma, como aquecimento e ruído anormal, por exemplo. Esses sinais indicam que o equipamento apresenta algum componente danificado, como um rolamento estourado, por exemplo.

 

Nesse caso, para-se o equipamento e efetua-se a troca para evitar danos maiores ao mesmo. Nas manutenções são feitas as trocas de óleo dos motores, engraxamentos e lubrificações, por exemplo.

 

O objetivo é proporcionar o mínimo de paradas do equipamento para manutenções corretivas, quando o equipamento para de funcionar, e dessa maneira reduzir o custo das manutenções, peças e mão-de-obra, além de garantir a meta proposta da quantidade máxima de manutenções corretivas por mês, imposta pela CMS, em conformidade com um dos itens de melhoria contínua do SGI (Sistema de Gestão Integrado).

 

Também são feitas as manutenções no prédio e no jardim da empresa. A manutenção predial é feita o ano inteiro em atendimento a um dos objetivos da empresa que é sempre manter a ETE em perfeitas condições. Atualmente está sendo revitalizado o espelho d´água.

A manutenção do jardim é terceirizada, também em tempo contínuo, porém os serviços são executados mediante necessidade. Comtempla roçagem do gramado, podas de árvores e arbustos, limpeza de folhas em geral, plantio de gramas e flores, etc.

A irrigação do jardim é monitorada por um colaborador interno, em sistema automático que utiliza água de reúso, não impactando o meio ambiente com retirada de água do lençol freático para essa finalidade.

A CMS possui o cronograma de manutenções preventivas desde 2008. A principal melhoria observada foi a vida útil dos equipamentos e a diminuição de paradas para manutenções corretivas. A cada ano, a empresa está superando as metas de máximo de manutenções corretivas por mês.

 

Sobre a CMS



A CMS foi fundada em 22 de novembro de 2002, quando foi assinado o contrato de concessão. Investiu mais de R$ 18 milhões na construção da ETE, uma das mais modernas do Brasil. Opera desde 2005 tratando o esgoto doméstico de Matão numa área de 25 mil metros quadrados, capaz de atender a uma população de até 110 mil habitantes.

 
O tratamento combina processos biológicos anaeróbios e aeróbios, uma das tecnologias mais modernas disponíveis atualmente, que permite tratar 100% do esgoto recebido (450 litros por segundo) com mais de 98% de eficiência na remoção de matéria poluidora.


Dessa forma, o esgoto tratado é lançado ao Rio São Lourenço com parâmetros de qualidade superiores aos legalmente exigidos, garantindo a biota (fauna, flora e peixes antes em extinção no Rio) e assegurando a saúde e o bem-estar da população.


O bom desempenho da ETE é garantido pelo seu sistema totalmente automatizado, onde técnicos especializados monitoram 24 horas por dia o funcionamento de todos os equipamentos que compõem o processo de depuração da matéria orgânica presente no esgoto.


Além disso, a CMS conta com o apoio de laboratórios externos, especializados e credenciados que, juntamente com as análises internas, comprovam o atendimento aos requisitos da concessão e aos requisitos legais, como Cetesb e Ministério da Agricultura.

 

Fases do tratamento


Inicialmente, todo o esgoto que sai das casas é coletado e transportado até a CMS por meio de estações elevatórias.


Ao chegar à ETE, uma grade automática retém, imediatamente, os materiais grosseiros, como garrafas, pedaços de madeira e plástico.


Em seguida, o esgoto é bombeado até o setor de tratamento preliminar, onde é feita a retirada de materiais finos, areia e materiais gordurosos, como óleos e graxas. Esse material é descartado em aterros sanitários, e o esgoto é direcionado aos reatores anaeróbios.


Com um sistema totalmente biológico, os reatores anaeróbios trabalham com micro-organismos presentes no esgoto que não necessitam de oxigênio para sobreviver, e se alimentam da matéria orgânica decompondo os poluentes em mais de 70%, e formando a manta de lodo conhecida como biomassa.


Os novos micro-organismos mantêm o ciclo do processo e desta decomposição é gerado o gás metano, o biogás. Esse é queimado, eliminando qualquer incidência de odores, um dos diferenciais da CMS.


Em sua próxima fase nos tanques de aeração, o sistema biológico se mantém mas agora com micro-organismos que precisam de oxigênio para sobreviver. Com condições ideais, tecnologia e uma oxigenação perfeita por todo o tanque, os micro-organismos decompõem a matéria orgânica residual da fase anterior, elevando o percentual de decomposição dos poluentes para valores acima de 98.


Nos decantadores ocorre a separação do líquido residual da biomassa, proveniente da etapa anterior. A biomassa, por ser mais densa, se deposita no fundo do tanque e a parte líquida do esgoto já tratada verte pelas canaletas, onde é encaminhada para a desinfecção.


Na última etapa do processo, o esgoto tratado é submetido à desinfecção para que os micro-organismos causadores de doenças sejam eliminados.


O resultado é o esgoto tratado, água livre de impurezas, que pode ser vista cristalina no espelho d’água, com um percentual de oxigênio acima do exigido pelas leis ambientais e do próprio Rio São Lourenço que a recebe.

 

 

Fonte : informativo da CMS / Encartado no JCMatão
Data da Informação : 24/08/2018