CMS usa tecnologia a favor do meio ambiente

A CMS (Companhia Matonense de Saneamento) possui uma grande estrutura virtual que faz a diferença na prestação de serviços: o sistema supervisório, um programa de computador que permite monitorar o tratamento do esgoto doméstico de Matão, a longa distância e em tempo real, antecipando possíveis problemas e solucionando-os o mais rápido possível.

A função principal dessa tecnologia é diagnosticar a presença de esgoto atípico, ou seja, que não é doméstico, como resíduos industriais e comerciais, cítricos, diesel, etc. Esse esgoto atípico pode matar os organismos vivos responsáveis pela limpeza da água.

O sistema não exige a presença física do observador em frente ao computador porque, ao constatar um possível problema, aciona o alarme no celular do responsável pela área, que é capaz de resolver o problema acessando os controles remotamente, mesmo estando longe da ETE (Estação de Tratamento de Esgoto).

As informações do sistema são coletadas através de equipamentos distribuídos em pontos estratégicos. O sistema gerencia a automação, um controle automático pelo qual os mecanismos verificam seu próprio funcionamento, efetuando medições e introduzindo correções, através da aplicação de técnicas computadorizadas ou mecânicas, diminuindo a incidência da utilização humana em qualquer processo.

A automação diminui custos e aumenta a velocidade de obtenção de informações, tornando-se mais eficiente através da maximização da produção com o menor consumo de energia, menor emissão de resíduos e melhores condições de segurança, tanto humana e material quanto das informações inerentes ao processo.

 

Aprimoramento e modernização constantes

Os investimentos em equipamentos e a atualização de tecnologias de processo com o que há de mais moderno no setor de tratamento de esgoto sanitário, realizados periodicamente pela CMS, é de grande relevância para a cidade, uma vez que a concessionária deve, ao final da concessão de 30 anos, devolver a Matão toda a infraestrutura, móveis, prédio, equipamentos e reatores.

Em busca constante de novas tecnologias, a empresa investiu em dois equipamentos para melhoria na retenção de sólidos suspensos, como garrafa pet. A Grade Parkson e a UPC (Unidade Preliminar Compacta) são para a preparação do esgoto antes que o mesmo passe pelos processos microbiológicos de degradação da matéria orgânica. A Grade Parkson tem como objetivo segregar sólidos que chegam juntamente com o esgoto, em um diâmetro menor ou igual a 15 milímetros. A UPC segrega sólidos menores ou iguais a 3 milímetros, como areia, óleos e graxas.

No final de 2017, a empresa implantou um sistema de monitoramento que utiliza câmeras de última geração e que permite mudar o ângulo das imagens, habilitar áudio, controlar uso de luz infravermelha para uso noturno, entre outras manipulações. Atualmente a CMS possui 39 câmeras monitorando toda a ETE.

O FertiClean, denominado pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) como ‘composto orgânico classe D’, surgiu, além da questão de melhoria contínua, por conta da conscientização da empresa quanto ao meio ambiente como um todo, visto que a torta de lodo era direcionada a aterros sanitários.

O FertiClean, composto fabricado a partir da torta de lodo, é um produto utilizado no campo (agricultura) com forte poder agronômico, doado aos produtores da região, que ao utilizarem aumentam a produtividade de suas lavouras, tendo um retorno financeiro duplo: pelo aumento de produção e pela diminuição de fertilizantes químicos.

 

Sobre a CMS

A CMS foi fundada em 22 de novembro de 2002, quando foi assinado o contrato de concessão. Investiu mais de R$ 18 milhões  na construção da ETE, uma das mais modernas do Brasil.  Opera desde 2005 tratando o esgoto doméstico de Matão numa área de 25 mil metros quadrados, capaz de atender a uma população de até 110 mil habitantes.

O tratamento combina processos biológicos anaeróbios e aeróbios, uma das tecnologias mais modernas disponíveis atualmente, que permite tratar 100% do esgoto recebido (450 litros por segundo) com mais de 98% de eficiência na remoção de matéria poluidora.

Dessa forma, o esgoto tratado é lançado ao Rio São Lourenço com parâmetros de qualidade superiores aos legalmente exigidos, garantindo a biota (fauna,  flora e peixes antes em extinção no Rio) e assegurando a saúde  e o bem-estar da população.

O bom desempenho da ETE é garantido pelo seu sistema totalmente automatizado, onde técnicos especializados monitoram 24 horas por dia o funcionamento de todos os equipamentos que compõem o processo de depuração da matéria orgânica presente no esgoto.

Além disso, a CMS conta com o apoio de laboratórios externos, especializados e credenciados que, juntamente com as análises internas, comprovam o atendimento aos requisitos da concessão e aos requisitos legais, como Cetesb e Ministério da Agricultura.

 

Fases do tratamento

Inicialmente, todo o esgoto que sai das casas é coletado e transportado até a CMS por meio de estações elevatórias.

Ao chegar à ETE, uma grade automática retém, imediatamente, os materiais grosseiros, como garrafas, pedaços de madeira e plástico.

Em seguida, o esgoto é bombeado até o setor de tratamento preliminar, onde é feita a retirada de materiais finos, areia e materiais gordurosos, como óleos e graxas. Esse material é descartado em aterros sanitários, e o esgoto é direcionado aos reatores anaeróbios.

Com um sistema totalmente biológico, os reatores anaeróbios trabalham com micro-organismos presentes no esgoto que não necessitam de oxigênio para sobreviver, e se alimentam da matéria orgânica decompondo os poluentes em mais de 70%, e formando a manta de lodo conhecida como biomassa.

Os novos micro-organismos mantêm o ciclo do processo e desta decomposição é gerado o gás metano, o biogás. Esse é queimado, eliminando qualquer incidência de odores, um dos diferenciais da CMS.

Em sua próxima fase nos tanques de aeração, o sistema biológico se mantém, mas agora com micro-organismos que precisam de oxigênio para sobreviver. Com condições ideais, tecnologia e uma oxigenação perfeita por todo o tanque, os micro-organismos decompõem a matéria orgânica residual da fase anterior, elevando o percentual de decomposição dos poluentes para valores acima de 98.

Nos decantadores ocorre a separação do líquido residual da biomassa, proveniente da etapa anterior. A biomassa, por ser mais densa, se deposita no fundo do tanque e a parte líquida do esgoto já tratada verte pelas canaletas, onde é encaminhada para a desinfecção.

Na última etapa do processo, o esgoto tratado é submetido à desinfecção para que os micro-organismos causadores de doenças sejam eliminados.

O resultado é o esgoto tratado, água livre de impurezas, que pode ser vista cristalina no espelho d’água, com um percentual de oxigênio acima do exigido pelas leis ambientais e do próprio Rio São Lourenço que a recebe.

 

 

Fonte : informativo da CMS / Encartado no JCMatão
Data da Informação : 06/09/2018

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