CMS faz uso consciente dos recursos naturais

Por definição, o uso consciente dos recursos naturais é o ato de adquirir e usar bens de consumo e recursos naturais sem exceder as necessidades, abrangendo o tema sustentabilidade. Por natureza, estão na essência da Companhia Matonense de Saneamento (CMS), e do grupo que ela pertence, a preservação e o cuidado com o meio ambiente.

A CMS usa conscientemente os recursos naturais desde a concepção do projeto civil da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) até hoje. O conceito ficou mais evidente em 2012, após a implantação da ISO 14.001, quando foram criados indicadores que permitem monitorar o consumo de recursos naturais, como água, energia elétrica e insumos.

A natureza da implantação da ETE permitiu economizar energia, através de um único bombeamento principal, aproveitando os conceitos de hidráulica até nos processos automatizados em que os equipamentos funcionam de maneira eficiente. Além disso, a empresa faz uso consciente dos recursos naturais no reúso da água tratada para limpeza de máquinas, cloração e irrigação; nos processos administrativos, onde, por exemplo, há a reutilização dos papéis impressos para rascunhos; na implantação de iluminação viária em LED, permitindo a economia de energia, auxiliando na preservação dos recursos naturais; no projeto de implantação de energia fotovoltaica, em fase de análise; na reestruturação do sistema de automação, proporcionando economia  de energia nas partidas dos motores e na modulação deles, preservando os equipamentos; na implantação de gerador em horário de ponta, gerando economia de energia nos momentos de maior consumo, entre outras ações.

Em resumo, a organização está atenta às novas tecnologias que possam melhorar a eficiência dos serviços prestados e minimizar a agressão ao meio ambiente. Para conseguir bons resultados, todos os colaboradores estão envolvidos nessa questão.

Sobre a CMS

A CMS foi fundada em 22 de novembro de 2002, quando foi assinado o contrato de concessão. Investiu mais de R$ 18 milhões  na construção da ETE, uma das mais modernas do Brasil.  Opera desde 2005 tratando o esgoto doméstico de Matão numa área de 25 mil metros quadrados, capaz de atender uma população de até 110 mil habitantes.

O tratamento combina processos biológicos anaeróbios e aeróbios, uma das tecnologias mais modernas disponíveis atualmente, que permite tratar 100% do esgoto recebido (450 litros por segundo) com mais de 98% de eficiência na remoção de matéria poluidora.

Dessa forma, o esgoto tratado é lançado ao Rio São Lourenço com parâmetros de qualidade superiores aos legalmente exigidos, garantindo a biota (fauna,  flora e peixes antes em extinção no Rio) e assegurando a saúde  e o bem-estar da população.

O bom desempenho da ETE é garantido pelo seu sistema totalmente automatizado, onde técnicos especializados monitoram 24 horas por dia o funcionamento de todos os equipamentos que compõem o processo de depuração da matéria orgânica presente no esgoto.

Além disso, a CMS conta com o apoio de laboratórios externos, especializados e credenciados que, juntamente com as análises internas, comprovam o atendimento aos requisitos da concessão e aos requisitos legais, como Cetesb e Ministério da Agricultura.

Fases do tratamento

Inicialmente, todo o esgoto que sai das casas é coletado e transportado até a CMS por meio de estações elevatórias.

Ao chegar à ETE, uma grade automática retém, imediatamente, os materiais grosseiros, como garrafas, pedaços de madeira e plástico.

Em seguida, o esgoto é bombeado até o setor de tratamento preliminar, onde é feita a retirada de materiais finos, areia e materiais gordurosos, como óleos e graxas. Esse material é descartado em aterros sanitários, e o esgoto é direcionado aos reatores anaeróbios.

Com um sistema totalmente biológico, os reatores anaeróbios trabalham com micro-organismos presentes no esgoto que não necessitam de oxigênio para sobreviver, e se alimentam da matéria orgânica decompondo os poluentes em mais de 70%, e formando a manta de lodo conhecida como biomassa.

Os novos micro-organismos mantêm o ciclo do processo e desta decomposição é gerado o gás metano, o biogás. Esse é queimado, eliminando qualquer incidência de odores, um dos diferenciais da CMS.

Em sua próxima fase nos tanques de aeração, o sistema biológico se mantém mas agora com micro-organismos que precisam de oxigênio para sobreviver. Com condições ideais, tecnologia e uma oxigenação perfeita por todo o tanque, os micro-organismos decompõem a matéria orgânica residual da fase anterior, elevando o percentual de decomposição dos poluentes para valores acima de 98.

Nos decantadores ocorre a separação do líquido residual da biomassa, proveniente da etapa anterior. A biomassa, por ser mais densa, se deposita no fundo do tanque e a parte líquida do esgoto já tratada verte pelas canaletas, onde é encaminhada para a desinfecção.

Na última etapa do processo, o esgoto tratado é submetido à desinfecção para que os micro-organismos causadores de doenças sejam eliminados.

O resultado é o esgoto tratado, água livre de impurezas, que pode ser vista cristalina no espelho d’água, com um percentual de oxigênio acima do exigido pelas leis ambientais e do próprio Rio São Lourenço que a recebe.

 

 

 

Fonte : Informativo da CMS / Encartado no JCMatão
Data da Informação : 03/05/2019

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