CMS adere ao Museu da Indústria de Matão

A Companhia Matonense de Saneamento (CMS), concessionária do tratamento de esgoto doméstico no município, aderiu ao Museu da Indústria de Matão (MIM), informou José Carlos Neres Assis, diretor executivo da Neres e Vaz Consultoria e Assessoria em Projetos (NCA). “É a primeira empresa que acreditou no projeto e integrará o Centro de Educação Ambiental e Sustentabilidade, um espaço dentro do MIM, onde também estará a Águas de Matão”, disse.

A diretora financeira administrativa da CMS, Salvina Di Giorno Toffoli, explicou o motivo da parceria com a NCA. “A empresa acredita no projeto e sabe que a cidade é deficitária em termos de locais de lazer. É importante os habitantes terem uma área onde poderão conhecer a história das indústrias. Além disso, é uma forma de deixar a CMS com uma visibilidade perene, pois todos os visitantes saberão da existência da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). Há pessoas que quando abrem uma torneira e veem a água descer pelo ralo não imaginam para onde vai e o trabalho que dá deixá-la em um estado que não polua o rio São Lourenço, então será importante para a educação ambiental de crianças, jovens e adultos”.

“O percentual de pessoas que conhecem a CMS é pequeno, mas não é por falta de divulgação. Às vezes, a pessoa assimila aquilo que quer aprender. Já recebemos a visita de mais de 4 mil crianças na ETE. Tenho certeza que o museu, mais do que trazer a história para deixá-la como legado, vai dar abertura para pensar no futuro. Dali a alguns anos o que vai ter em Matão para mostrar às gerações futuras? A CMS quer fazer parte do museu porque faz seu trabalho com carinho e cuidado, sempre procurando inovar e melhorar. A empresa tem as certificações ISO 9001, pela qualidade dos serviços prestados, e ISO 14001, pelo compromisso com as questões ambientais. Os colaboradores da empresa são orgulhosos do trabalho que fazem porque estão dando a contribuição deles ao meio ambiente”, justificou Salvina.

José Carlos afirmou que a implantação do MIM está na etapa de elaboração da parte imaterial, que, segundo ele, é a mais importante. “Estamos iniciando o processo de pesquisa científica com um corpo técnico composto por museólogo, curador, historiador e demais profissionais, com a finalidade de elaborar os conteúdos expográficos e museológicos. Esse trabalho está sendo desenvolvido paralelamente com a captação de recursos financeiros por meio de renúncia fiscal. As empresas sediadas em Matão podem realocar até 4% do Imposto de Renda (IR) devido ao governo federal diretamente ao projeto, portanto, sem retirar dos seus caixas. É muito importante evidenciar que, se as empresas de Matão não destinarem essa pequena parte do IR que devem ao governo para o museu, que é para o cidadão matonense, esse dinheiro vai para o governo e pode não voltar em benefícios para Matão, e, pior, esse dinheiro pode alimentar cada vez mais os desvios e a corrupção que tanto nos assola”.

“A CMS não se beneficia de nenhum recurso tributário pela sua modalidade fiscal, então ela está investindo recursos próprios por vontade, por entusiasmo, por querer fazer parte da história de Matão e levar a educação ambiental para a população”, enfatizou Salvina.

“Há outras empresas sediadas e não sediadas em Matão que estão em tratativas de adesão e todos os processos estão caminhado antes do previsto”, afirmou José Carlos. “O MIM será administrado pela Fundação do Museu da Indústria de Matão, formada por um corpo técnico sem ingerência política, que está sendo inscrita no projeto anual da Secretaria Especial da Cultura para fazer a gestão e a manutenção. Dessa forma, não foram nem serão aplicados recursos financeiros da Prefeitura de Matão”, acrescenta o diretor executivo da NCA.

“A cidade ganhará um espaço fenomenal e será impactada diretamente em educação, ao despertar o interesse e a curiosidade científica em estudantes; em cultura, com a preservação e a comunicação do patrimônio histórico e cultural; em turismo, com o museu entrando no circuito turístico cultural paulista, aquecendo a economia local e aumentando o emprego e a renda; e, principalmente, em lazer e entretenimento, pois o matonense terá um espaço lúdico cultural para divertir-se com a família, amigos e parentes, além de conhecer melhor sua história, seu passado, para preparar seu futuro. O cidadão deve se conscientizar da importância desse museu, que irá resgatar a memória histórica matonense, preservar e comunicar à sua descendência as histórias, lutas e conquistas de seus antepassados. O museu serve para a preservação do patrimônio histórico e cultural de Matão e sua gente. Cultura é patrimônio comum do povo, deve ser acessível e plural e precisa ser protegida e resguardada. Incentivar a cultura é incentivar o progresso”, conclui José Carlos.

 

• Natali Galvão

 


Fonte : https://jcmatao.com.br/cms-adere-ao-museu-da-industria-de-matao/
Data da Notícia : 10/05/2019

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