Em ranking nacional de saneamento, Matão está na categoria mais elevada.

O Ranking ABES da Universalização do Saneamento é um instrumento de avaliação do setor no Brasil. Ele apresenta o percentual da população das cidades brasileiras com acesso aos serviços de abastecimento de água, coleta de esgoto e de resíduos sólidos, além de aferir o quanto de esgoto recebe tratamento e se os resíduos sólidos recebem destinação adequada. Desse modo, permite identificar o quão próximo os municípios estão da universalização do saneamento.

Matão está na categoria “rumo à universalização”, que é a mais elevada. Isso significa que a pontuação obtida pela soma do desempenho de todos os indicadores ficou entre 490,00 e 500,00. A pontuação máxima (500,00) só é atingida quando o município alcança 100% nos cinco indicadores. Matão obteve 100% em abastecimento de água, coleta de esgoto, tratamento de esgoto e destinação adequada de resíduos sólidos; e 97,65% em coleta de resíduos sólidos.

Com esse resultado, Matão está na 16ª colocação no Ranking composto por 52 municípios de pequeno e médio porte. A cidade obteve pontuação 497,65, o que a deixou na frente de 36 municípios. Além da categoria “rumo à universalização”, há mais três categorias inferiores: “compromisso com a universalização”, cuja pontuação vai de 450,00 a 489,00; “empenho para a universalização”, de 200,00 a 449,99; e “primeiros passos para a universalização”, cuja pontuação é abaixo de 200,00.

No total, o Ranking reúne 1.868 municípios divididos em duas faixas populacionais: pequeno e médio porte (até 100 mil habitantes) e grande porte (acima de 100 mil habitantes), o que torna a comparação mais equilibrada.  Esses municípios representam 68% da população brasileira e mais de 33% dos municípios que forneceram ao Sistema Nacional de Informações de Saneamento (SNIS) as informações para o cálculo dos cinco indicadores avaliados.

Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Saneamento e Recursos Hídricos, Marcos Nascimento, a pontuação de Matão reflete o trabalho que vem sendo desenvolvido com a finalidade de elevar o município à condição de referência nacional na gestão de meio ambiente. “Desde o início do mandato do prefeito Edinardo Esquetini, estamos implementando políticas públicas visando a melhoria dos indicadores ambientais, tanto no cenário estadual quanto no cenário nacional.  Em apenas dois anos conseguimos elevar a posição da cidade no Programa Município VerdeAzul, que estava em 472º lugar em dezembro de 2016 e foi para 50º lugar em dezembro de 2018. Foram inúmeras ações voltadas principalmente à questão do manejo de resíduos sólidos e à manutenção da universalização dos serviços de água e tratamento de esgoto, atualmente realizados pelas concessionárias Águas de Matão e Companhia Matonense de Saneamento (CMS). Buscamos ainda resolver definitivamente os problemas da coleta e destinação final do lixo na cidade, e até o final deste ano teremos uma solução para os resíduos de construção civil”, afirma o secretário.

 

Plano Nacional de Saneamento Básico

 

Pelo Plano Nacional de Saneamento Básico (PNSB), o Brasil tem até 2033 para universalizar o saneamento básico. “Saneamento é, dentro dos itens da infraestrutura, o item que tem a pior classificação. O saneamento não é tratado como prioridade na grande maioria dos municípios. Prioridade de Estado é a palavra-chave para que a gente possa avançar nos indicadores de saneamento do país”, diz o presidente da ABES (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental), Roberval Tavares de Souza.

O grande impacto nos municípios que têm buscado universalizar os serviços de saneamento básico está na redução da veiculação das doenças hídricas e, consequentemente, na diminuição das internações nos hospitais de pessoas afetadas por essas doenças.

De acordo com a ABES, a ausência de saneamento adequado e a falta de higiene têm impactos negativos significativos na saúde da população. A ausência desse serviço é apontada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) como responsável por aproximadamente 88% das mortes por diarreia, segunda maior causa de mortes em crianças de até 5 anos. Já conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), 94% dos casos de diarreia no mundo são devidos à falta de acesso à água de qualidade e ao saneamento precário.

| Natali Galvão

 


Fonte : Encartado JC Matão
Data da Notícia : 11/10/2019

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